Reflexões sobre a Paz

“A paz é o estado de comunhão entre todas as partes. E ele é relativo, porque pode possuir gradações subjetivas. Uma paz física e material não necessariamente pressupõe uma paz psíquica. Vocês possuem um evento recente na história mundial que é a Guerra Fria: um conflito explícito, mas de disputa de performance. Como o nome diz, é guerra e não paz.


Assim, alguém insatisfeito em uma relação não está desfrutando de paz. Seria, portanto, a paz fruto de uma unanimidade? Ou seja: as outras partes de uma relação em que há alguém insatisfeito podem desfrutar de paz, mesmo em detrimento dessa única parte? Eu digo que não. Que a paz nasce da equivalência e da reciprocidade, e que ainda que haja ignorância acerca das aflições alheias, isso é o suficiente para abalar o equilíbrio não apenas da relação, mas das próprias partes.


Assim sendo, ser um portador da paz é se comprometer na cessação dos conflitos (internos e externos) e do sofrimento de todos com quem se relacionar, direta ou indiretamente. É claro que esse alcance se ajusta conforme a capacidade e o nível de consciência de cada ser, mas essa definição é importante para se elucidar o que é hipocrisia e o que é fantasia quando se fala de paz.


Paz é um produto de alto investimento em manutenção contínua das circunstâncias que cercam um indivíduo, e nunca será obtida através da alienação e do distanciamento. Muito pelo contrário, de novo, e com mais ênfase: ela é produto de um compromisso consciente e voluntário. Paz ativa.”

244 - Erimites

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