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Mostrando postagens de Julho, 2014

Conciso

Já rabisquei linhas por acaso, textos rasos, páginas sob prazo cartas para os casos & descasos & atrasos – mesmo os propositais. Vali-me de palavras para quebrar mais do que vasos amores fatais embasados em argumentos decimais frascos & fractais espalhados pelos quintais quinto de qualquer canto, canto de qualquer conto margem à margem, ponto a ponto quintessência em evidência: veja, tudo é harmonia hoje em dia não tem mais jeito,
tudo o que escrevo é poesia.

Anímico

Cítrico como quem proclama distância
Místico como o livro da estante Última instância como apelo Cabelo desgrenhado, espelho destronado Estética autônoma irremediável Crítico imediável feito obra prima inédita Compositor composto Sujeito oculto

Nem Isso

Que as línguas se dobrem Pois palavras sobram Mas faltam pontos. Qual homem acusa-me – E, para isso, “homem” – Com a boca cheia de pecados Que cospe como o faz Quando fala de putas Empregando sujeira Onde há apenas Sua reles ignorância
Abaixo da mediocridade há o pomposo Membro de enfeite & apático social Não reduzo meu sorriso largo Por que não roubo a alegria ao mundo. Aliás, gargalho! À que homem concedi Qualquer intimidade que fosse Para poder subtrair minha paz de espírito?! Ter-me severo mais me parece um elogio! Mas minhas mesuras se restringem Às ironias bem tecidas.

Indulto Herético

- Com quantas frases se faz uma paz sólida? - Depende de quem se engana. - Com uma carta impecável? - Quem mais peca: quem provoca ou quem cede? - Eu provoco só de falar... - Então como hás de querer paz? - Em redenção, penso. Se me assumo e me retrato? - Em retrato ou paisagem, nítido como maldirias. Nem de palavras sinceras tu te assemelharias ao que és. - Ora! Descrevo-me com maestria! - Poupe-me. A lábia é esmola; teu amor, esmero. - Sinto menos então? Quisera inteirar-me do que sentem os que sentem bem! - Sonhar sentir ou sentir sonhar? Realidades avessas, jogos de palavras incompreensíveis. Eu já nem me lembro do que é ser profano e desentender, desinteressar-me de tudo... - Eu me interesso! - Tem cautela com teu rei flácido: de casa em casa a casa cai!  Da Torre ao tabuleiro, da mesa ao chão. - Eu só quero me desculpar. - E querer é o problema, meu filho. - Como assim? - Sem querer você se desculpa. - Sem palavras? - Sem.


- ... mas e ela? - O silêncio cessa quando alguém cede. …