sexta-feira, 18 de julho de 2014

Nem Isso


Que as línguas se dobrem
Pois palavras sobram
Mas faltam pontos.
Qual homem acusa-me
– E, para isso, “homem” –
Com a boca cheia de pecados
Que cospe como o faz
Quando fala de putas
Empregando sujeira
Onde há apenas
Sua reles ignorância

Abaixo da mediocridade há o pomposo
Membro de enfeite & apático social
Não reduzo meu sorriso largo
Por que não roubo a alegria ao mundo.
Aliás, gargalho!
À que homem concedi
Qualquer intimidade que fosse
Para poder subtrair minha paz de espírito?!
Ter-me severo mais me parece um elogio!
Mas minhas mesuras se restringem
Às ironias bem tecidas.

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