quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

KALLISTI


Um dia disseram a Narciso que ele tinha um cheiro próprio, inebriante.
Encantado com o elogio, ele estranhou: tínhamos cheiro?
Sim, todos temos cheiro, mas o dele era tremendamente maravilhoso.
Que era uma pena que ele não sentisse seu próprio perfume: sublime!
E que a tragédia da vida fosse essa: não poder sentir-se por inteiro. 
Que essa incompletude era terrível, mas que para Narciso devia ser pior!
Que se ele pudesse, algum dia, da forma como fosse, que prova-se a si!
Mas vaidade exaltada é feito punhal, se perde aos veios da carne;
Quando já não bastam espelhos, contorcem-se os reflexos agoniados
À Narciso faltaram sentidos para se exprimir.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Disparidades


Ante o meu reflexo ao espelho:
Prefiro ser-me
A sê-lo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Do Não-julgamento, da humildade & da preservação da fé nos demais.

Quanto mais se conhece a si mesmo, mas se conhece aos demais. Porém é mister lembrar que não se deve olhar aos outros com os olhos que se olha a si próprio: é bom ignorar a ignorância alheia.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Caminhemos

Quando eu tomei a decisão de resolver, aqui & agora, tudo o que havia para ser resolvido desde o Caos Primordial por toda a imensidão dos tempos eu não sabia que seriam tantas as ocorrências paralelas que viriam à tona - e ainda hão de vir!
Porém, nenhum arrependimento. Essas ressalvas não combinam comigo. 
Caminhemos.