quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Comunhão em meio ao caos minúsculo

Calar é a quarta virtude porque resguardar a palavra significa gestar a oportunidade.


O silêncio não omite, ele apenas não revela: é um reflexo de quem o observa e o eco de quem o contempla. Eis pois por que dizem que o calar é consentir: insensíveis! não enxergam além de si e em seu incômodo julgam o vazio...

O lábio cerrado é o pleroma inefável.


É da imprevisibilidade do cão que não ladra que o incauto busca respostas num oráculo vão. O silêncio é essa entrelinha inescrita num pretensioso destino que acreditam os lunáticos;

é a sutil lacuna no convencional, a possibilidade pura que precede a linguagem. A seta retesada e pontual.


O silêncio é de ouro, como dizem.

E quem diz é de prata...


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