terça-feira, 22 de novembro de 2016

Das lacunas entre um texto e outro...

Eu tenho escrito pouco, é verdade. Talvez o blog já não tenha a mesma frequência de acessos, embora ainda eu o estime demais. E é por isso que vou fazer algo que eu nunca fiz: escrever livre e franco, sem planejamento ou revisas demoradas.
Parte da culpa de minha ausência literária é o diário que tenho mantido fielmente por meses e que contempla todas as minhas necessidades de me expressar, onde também extravaso minha veia poética. O diário tem sido bem interessante pois ele me situa diante de quem eu sou, do que eu quero ser, dos resultados que eu obtenho e dos modos como os alcanço. Em suma, ele tem sido um bom companheiro para espelhar minhas mil facetas e sorrisos.
Outro motivo é o teor de meus escritos. Sei que no início do ano, no primeiro texto, prometi que compartilharia mais material magistico por aqui e até o fiz em uma ou outra situação. Os grandes eventos sempre ficam registrados de uma forma muito pessoal para mim já que eles sempre merecem palavras a respeito. Mas, mesmo assim, há muito conteúdo que eu não posso - ou devo - divulgar e que, convenhamos, seria vão ser postado aqui. Damos à Luz o que deve ser contemplado e ocultamos o invisível, já que não pode ser visto.
Ainda sobre minha infrequência merece ser dito que não me ausentei apenas do espaço virtual, mas de um todo comum. Passava da hora de construir meu próprio Universo e para tanto era preciso recolher-me e reciclar-me, um processo que sempre me agradou demais e do qual eu sou devoto. A ressurgência exige introspecção de maneira a não tencionar e influenciar o delicado milagre das transcendências pessoais.
Esse ano foi esplendoroso. Sinto que eu já vivi três vidas e transpassei mais abismos do que eu jamais imaginei. No final das contas eu vivo minha vida da forma como escrevo: cerimonialmente, mas sem muito planejamento. Eu me preocupo mais em corrigir os erros e adequar as palavras do que estabelecer um objetivo ou tema claro. Sei que naturalmente eu me tornarei Enorme, então deixo os fluxos conduzirem-me por suas órbitas misteriosas confiando no porvir.
Há muito o que ser solucionado, mas é uma teoria que eu tenho: quando mais Alto se torna, mais capaz se é de abrangir as situações e, como diziam, a Responsabilidade é dada à Capacidade, então eu aceito e agradeço. Das inúmeras vidas simultâneas que eu tenho vivenciado meu objetivo permanece firme e único: conciliar todos os mal-entendidos. No final das contas é tudo uma questão de compreensão e a gente acaba se fazendo de ignorante por muito tempo...

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