quarta-feira, 29 de abril de 2015

Estilhaçado


Do brinde restou a mentira:
talvez tudo termine,
sim.
Em entrelinhas ou não,
talvez tenha faltado dizer:
amo-te
e, não como os demais,
que já passaram por essas minhas
páginas em branco,
talvez eu tenha te dado muito;
talvez fosse eu
quem ultrapassou as expectativas
numa curva côncava,
ascendente,
e não esperei.
- Dizem que eu esperei demais,
mas também muito penso,
e jejuo
dessa maçã que lhe é tão cara
e na qual você cospe
e pisa
e vomita.
Talvez eu tenha me exaltado:
quis te mostrar a Queda,
e te colocar abaixo,
ainda mais abaixo,
onde você julga ter conhecido,
mas te afirmo que não,
e nem quer
e nem eu quero.
Então eu me lavei do
ÓDIO
e do rancor
e da decepção que,
convenhamos,
era previsível
- Eu nunca consulto os Oráculos para o Óbvio 
foi como compus
estes fragmentos
que ajuntei
do que esfacelou.
Mas,
se tenho pena?
pesar, piedade
pecado?!
sua penúria é seu problema,
de mais ninguém.
Perdoe-me por ser sincero,
uns tentam,
outros são.

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