quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Espirro


Te vi a poesia.
Mentira, sabe como são os escritores... Não foi tão abrupto.
A gente conversava [/automático] e eu me indagava, distante das banalidades, se merecia tanto; não merecia.
Então te escrevo essa prosa que é pra saldar meu débito poético, posto que não te fiz musa e nem foda, com todo o respeito.
Mais fácil excitar velho murcho do que inspirar autor desinteressado. Maracujá azedo, nem com açúcar de vizinho. E, é claro, antiquado tanto como me convém, torno-me cafajeste em seus lábios, após a leitura maldosa. Mas não tem maldade, é só um desencanto rotineiro.
Às vezes eu me engano feio...

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