terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Costelas X


Nulos ou brancos dias
Às vezes a azia pós-estímulo chulo
Às vezes, mea-culpa, companhia azeda
Vereda tardia, rumo ao segundo casulo:
Aos meus olhos moedas; e vistam-me com seda.

A vida se arremeda, mas alterna a voz
Ao espelho consulto a tenra queda de silhueta
Das brevidades que nos reservam o tocar das trombetas
Os conselhos das avós,
Em forma de historietas.

De borboleta à mariposa, poso à morte que nos serve
Pouso leve, trava a sorte e encaminha com sutileza
Da beleza da consorte às tristezas de esposa
Enfim, a livre prosa
E as rosas que se deve.

À posteridade lego a família
Eis a herança: tal Mãe como Filha
Saudade não é sossego
É o desapego o fruto da abastança
E é esta a dança à qual me entrego.

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