quarta-feira, 2 de abril de 2014

Fortuna


Que as linhas ressoem

As experiências incríveis são muito pouco. O incrível é quase nada.
O deleite efêmero é o derramar receoso, é timidez excessiva.
Os ventos levantam os véus ocasionalmente. Mais excitam do que saciam.
O prazer não é rasgar a seda, é transpassa-la. Deixar que ela roce nossos corpos, pois já não nos impede, mas convida-nos suave e confiante.
A compreensão é da dedicação; e a dedicação só tem haver com disciplina para aquele que vê dificuldade em se doar de ouvidos e de alma.
É preciso compreender para ser compreendido, amar para amar.
Hedonismo não é egoísmo.
Quando o excesso evoca prazeres, apresenta-se o logro.
A sorte reparte-se por si só. Venturoso é quem se tem.

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