sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Fluxo


Mil formas de dizer que já não necessito de sonhos baratos, aparatos para barba, gente que se gaba de vitórias desonrosas, rouba rosa, mata inseto, mata feto na barriga, arruma briga por ideia, rebola para a plateia e dança feito macaco.

Mil marcos a aposta que a resposta é mais baixa, quem encaixa palavras na minha boca perde tempo, não frequento templos, não ilustro exemplos, não enfrento dogmas ou crenças de terceiros.

Deixo o mundo inteiro, mil, se achar na contramão, mas freio o caminhão que vem na direção inoportuna, tem aquele que se apruma mesmo à beira da morte, vive a vida pela sorte, teimoso que se diz forte, mas só é DURO.

Conjuro mil anjos para dispensar suas bênçãos, quem seríamos sozinhos? Me inquieto com a questão, na maré da multidão enquanto ando pelo centro, concentro nos pensamentos para não perder o fio da meada, quem olha de longe não vê nada, acha que é piada e nem sorri.

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