quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Costelas VI


Inspiro
Tanto que não me cabe no peito
Recito o vazio, aceito
A despeito do frio, sorrio
estreito.

Suspiro cansada de mim
Desato nós, costuro enfins
Despeço a voz
Teço jardins a sós, em meus confins
Belo pós-fim.

Saudade não grita, sussurra...
A memória esmurra e ainda nem foi sentida
Mal vivo uma, penso sofrer mil-vidas
Vencida a partida na surra
Despedaço na despedida.

Má-vencedora, assumo.
Ou nem isso, sem rumo apenas...
De prumo a aurora, me alinho
Expiro o mofo, confiro a hora, sublinho:
Amargo sumo, mundo moinho.


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