quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

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Perséfone
colhe narcisos ao colo
Logo, abaixo do solo


Quando eu era Eros
Menos que cupido, eu era tentação
Um convite, um sorriso, toda a atenção
Brincadeiras que são levadas a sério
Quão estéril é o homem ausente de graça?

Só deslumbra quem se engraça
Eis o olhar que se amacia
Passo em falso, alto e baixo,
Aos ouvidos, poesia

Mas fui anjo displicente
Fiz sem pares meus devotos
Feri com o arco a mim próprio
Já não caço por aí

E das mulheres que toquei
Restou-as tanta fantasia
Quem diria? Outro dia...
Bem sabias: não voltei.


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