terça-feira, 8 de outubro de 2013

Costelas II

Servem-me ou sorvem-me?
O sutil se suscita, precipita-se, severo.
O delicado exige esmero;
detalhes nunca pecam por exagero,
desde que sinceros.

Dos contos,
os pontos primordiais,
as frases viscerais,
palavras com seus devidos sais e temperos.
Livrai-me dos demais números...

Do Belo e dos belos,
me melo e atropelo, atrapalho-me.
Mesclo sentidos e intentos,
tento me recompor, acalmar o tambor, aplacar os ventos,
ao relento!

Prazeres sem prazo, sem pressa...
Que me jure o acaso, mais nenhuma promessa!
A véspera grita o rio raso,
e eu prefiro o vaso cheio

a uma bacia e uma ilha ao meio.

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