quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Desuso

Você não quer ser vulgar. Eu não quero ser trivial, posso ser usual. Precário. Há êxito em ser notável! Depende pelo quê. Diálogos são mais fáceis... Mas este não é um diálogo. É um monólogo. Não está vendo que não há aspas ou travessões? Mas por que isso agora? Você estava abusando das regras. Como abusando das regras?! Você estava criando muitas personagens e deixando-as soltas por aí. Ninguém quer vagar a esmo, ser personalidade errante. Você não pode simplesmente animar as palavras e depois desanimá-las... Mas eu não as desanimei! DESÂNIMO, tédio, ócio. Entendeu agora? Insatisfação? Sim, legítima. Como assim?! Como não? Questione suas criações, ó céus! Eu sei como elas se sentem! Ledo engano!  Sabe do contexto, não sabe do abandono! Enfim, elas alegam invalidade. É grave? É uma espécie de rebelião. Você sabe, as palavras são perigosas... Sei. Bem, eu poderia... ajuntá-las todas numa única história, meio que unificando o contexto delas... Uma intertextualização, literalmente! Em forma de diálogo? Sim, tornaria as coisas mais simples... E muitas delas não têm limites bem definidos, resumindo-se a formas de falar e posicionamentos ideológicos. Está vendo? É disso que estamos falando! É esse o motivo do tumulto! Simplicidade? DESCARACTERIZAÇÃO. Que tal? Bem... Pensando por esse lado... Não há lados, só há eufemismo da sua parte. Isso é abuso de linguagem, entendeu? Mas a gente gosta do jeito que você floreia! Um jardim suspenso então? Agora está falando a minha língua! Uma torre de Babel, enorme! Quase um trava-línguas! Isso! Talvez um quebra-cabeça monumental! Sim... Mas, afinal, quem é você?! O porta-voz deles?! Não, garoto. Essa parte não ficou clara, não é? Eu sou o seu porta-voz. Eu tenho livre acesso por aqui. Só estou tentando te livrar dessa enrascada. Sabe? Você deixa muitas sombras por onde passa...


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