sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tratado sobre a Percepção

"nada é verdadeiro, tudo é permitido"
Hassan-i Sabbah


convocado à existência detalhada
em que o simples não se esconde, senão dos olhos do grosso...
e pela transmutação da percepção, depois de vista não há volta.

é como o amor à primeira vista, que só vai se configurar "instantâneo" nos olhares posteriores.
é como a palavra precisa, que só a é por estar contextualizada.
é o tempo, que intervém com naturalidade, indisposto a fazer considerações...

e nos basta o agora!
pois façamo-nos permissíveis em imaginação,
já que nada é verdadeiro.

2 comentários:

  1. Por vezes já pensei que o motivo pelo qual as palavras andam me fugindo ou se posicionando mal em minha cabeça são por preferirem assim.. um tempo estraño.
    Parabéns, cada dia me surpreendo mais passando por aqui.

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  2. E a percepção sozinha, fora de contextos e reflexões? Não será a única coisa verdadeira, já que não existe? É momento passado ou futuro, nunca presente: é momento em que cabe tudo.

    pois façamo-nos impossíveis em imaginação, já que a rotina massacra, moldando-nos na forma do possível.

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