quinta-feira, 31 de março de 2011

Indefinível

As nuvens casam-se sobre mim.
Interpõem-se sem qualquer pudor e dão novas formas ao céu.
Minha imaginação, dotada de asas, alcança o paraíso.
E nessa altura meus olhos já foram tomados e encerram-se diante dos raios do sol que cobre minha face.
O céu se desconstrói e eu me faço daltônico: as cores perdem suas individualidades e tornam-se ilimitadas. Tenho, então, o Todo ao meu dispor.
As sombras, extintas, assim como as dúvidas, revelam-me o céu aberto, imponente em sua simplicidade.
E o despertar faz-se segundos antes do abrir das pálpebras.
E a meia constatação define o caos, indefinível:
tempo estrano

Pois nada é verdadeiro; e tudo é permitido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários?