segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Legenda

Desfeito, encontro-me comigo mesmo.

Ignoro o relógio; sou pontual.

Tenho-me em minhas mãos, completamente entregue. E agora, em meu íntimo, juro que esta será a última vez que me traduzirei.

Que as frases e linhas, se serão lidas com ardor, malícia ou ingenuidade já não mais me importam!

E também já não cabe a mim fazer com que elas cheguem a quem lhes possuem...

Que o possuir é vago demais. A dedicatória é fingida, a introdução persuasiva e as notas sobre o autor nunca se diferem umas das outras.

As apostas sobre o fim já foram feitas; o jogo de azar é envolvente.

Mil e uma expectativas e todos eles estão cheios de razão.

E a razão matou o amor.

E o amor, morto, matou o autor.

E este se desfez.

Mas desta vez, de outra forma...

4 comentários:

  1. ''As apostas sobre o fim já foram feitas; o jogo de azar é envolvente.

    Mil e uma expectativas e todos eles estão cheios de razão.

    E a razão matou o amor.''

    Curti demais esse :)

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  2. parabéns pelo texto chico, mas vou ter que deixar os comentários sobre a poesia para um outro momento.

    Acabei de assistir o Donnie Darko... kara, temos que descutir mais sobre esse filme, vc disse que tem uma continuação ? Se animar fecho marcar uma sessão Darko aqui em casa...
    encontrei um blog cujo o post que vou te mandar é sobre o filme... deixei um pouco da minha impressão instantanea sobre o filme... http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/entendendo-donnie-darko

    meu orkut tá quebrado, não entra... daí o contato por aqui...
    grande abraço, fica com deus...

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  3. Acompanho o seu blog desdê maio de 2009 e até hoje não existe um texto seu, ou até mesmo uma palavra, que não tenha conseguido me deixar indiferente. Um sorriso ou uma lágrima, mas nunca indiferente. Obrigada por existir e continuar escrevendo.

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