quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Manifesto


Solúvel, no entanto íntegro: sou substância volátil.
Sou o universo em flor, a se abrir e abrir e abrir - sou o abismo sem fundo.
Veneno aos que se embriagam do comum e levitam, e se cercam, se têm seguros: sou a insegurança.
A peça de teatro que nunca se repete, a peça que nunca sai de cartaz. Sou o improviso e o sorriso da plateia, provocado.
Sou o manifesto: espontâneo da boca de um. Um, qualquer.
Mas se sou linhas, versos, tenho lá minhas partes ilegíveis. Se chego a ser melodia, se chego a tocar seus ouvidos, sou um sopro mais demorado...
Sou as reticências que seus olhos exclamam, o silêncio que permanece quando tudo mais se encerra.

7 comentários:

  1. és algo muito interessante, então, eu diria...

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  2. Se mal entendi bem:
    és estrelinha da entrelinha

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Viu a lua ontem lá pelas oito?
    Não tem nada a ver com o comentário acima, pensei em te perguntar assim que a vi.

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  5. Esse é a Essência do que sou, ainda hoje!

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