quinta-feira, 10 de junho de 2010

Devaneios Tempranos

Quando saio de casa levo comigo apenas o dinheiro do ônibus de volta.
Sei bem sobre retornos: fatigantes.
Há o alívio, claro, de se ter para si só, de volta à sua origem, sem competições com as vozes circundantes ou preocupações com as frivolidades alheias, porém o desânimo.
Que não fui feito para isso não!
De saber aonde é o ponto final, sem surpresas e que se tudo correr bem, se ao meu lado estiver o que chamam de sorte, toda, toda do mundo, será, então, apenas mais um regresso incólume.

4 comentários:

  1. Eu tenho medo do retorno, tenho orgulho de retornar e já gritei pro mundo que de onde eu estou eu não saio -só se for pra frente-.

    p.s.:Se qualquer sorte lhe surgir entre em contato porque o que sobra pra muitos falta pra mim.

    Beijos Helen

    ResponderExcluir
  2. A tranqüilidade de saber a onde está o fim, é sem dúvida relaxante. Mas e quando não sabemos aonde tudo isso acaba? Quando não sabemos o quão grosso o livro da história de um dia pode ser?

    Ah sim, isso me deixa muito mais excitado... A ler até o final!

    Sinceros Abraços

    ResponderExcluir
  3. Chamam sorte o acaso
    Que tanto me fatiga, entedia, me faz esperar.
    Sou pontual e orgulhoso. "Não há encontro".
    Eu sou o próprio desencontro, a falta de fé.
    E não lamento. Nada, nada, nada: nem o 'bolo' nem a descrença.

    ResponderExcluir
  4. Tássio,
    De sair sem rumo e ser personagem principal da história do fim do dia!
    Ou de acordar no desconhecido e retraçar a volta, que é a própria aventura.

    e, eventualmente, se perder nas próprias linhas e não conseguir terminar o texto por seus diversos motivos: (ausência de) inspiração, ressaca ou a quebra da ponta do lápis...

    ResponderExcluir

Comentários?