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Mostrando postagens de dezembro, 2024

Reintegração & Elaboração

O trabalho de reintegração envolve, primeiro, a elaboração do que o indivíduo virá a ser, antes mesmo de tornar-Se o que se É. É preciso construir uma estrutura psíquica temporária que comporte e sustente as múltiplas expressões do sujeito para que, então, ele possa explorar-se com maior liberdade e, aí sim, burilar sua Essência. Essa estrutura psíquica é chamada temporária por que representa uma etapa de transição numa perspectiva ascensional. Mas, sob uma ótica mais prática, essa psique mais elaborada é um passo definitivo e que, por si só, revoluciona toda a vida do sujeito. E esse processo é tão libertador e satisfatório, que muitas vezes ele é confundido como a comunhão com a própria Essência, e é tomado como uma etapa final e resolutória. Esse ordenamento de si, entretanto, é de ordem material. É um ajuste biopsíquico. Já a Reintegração é um processo espiritual e que transcende as explicações desse texto.

A Arte do Desencanto

Dos mesmos olhos que enxergam o mundo generosamente, há de se aprender a desiludir-se & desembaraçar-se das influências que nos seduzem & nos condicionam. Desconsagrar os fetiches & reformar os símbolos. Limpar nossos olhos & ouvidos, destilar os estímulos & formatar nossos sentidos - para que re-conheçamos os nossos gostos & interesses, sob uma perspectiva mais autêntica. ICONOCLASTIA SENSORIAL: em que demolimos os ídolos culturais & seus totens hipnóticos para reestabelecer uma relação natural com a nossa estética, performance social, sexualidade & expressão integral de quem somos. Dissolver as causas artificiais para alcançar a causa sem causa. 
Eu tô te esperando  bem na frente da linha de chegada  só fazendo hora  pra dar tempo de você me alcançar  sem muito constrangimento ou cobrança boba  Faz seu tempo, mas não perde o ritmo que jajá a gente se encontra 

Anfitrião do Inédito

Quando nos acostumamos com o papel do iniciador nos damos conta das delícias de poder recepcionar os encantos de quem pouco trilhou pelas câmeras dos mistérios. É uma responsabilidade, sim, mas é muito mais um deleite de se redescobrir as maravilhas do oculto pelos olhos dos outros.