A gente não pode ser tradicionalista a ponto de pensar que existe uma tradição inexorável. Por conseguinte, através da impermanência, novos rituais surgirão para contemplarem aquelas fontes cujos jarros já envelhecidos impregnam a água - mais com o seu sabor bolorento do que deixam transparecer a doçura do néctar transparente. Jarros novos, claro, precisam ser bem moldados. Qualquer caneca pode carregar alguma quantidade de água, mas uma caneca só serve a uma boca e raramente é passada adiante. Assim, que esculpamos e então brindemos com nossos novos jarros. Que sejam elegantes e resistentes, mas não a ponto de adulterarem a pureza do líquido sagrado. E se alguém vier a chamá-lo insosso, que ele mesmo fabrique suas imperfeições para lidar com sua insensibilidade.