ABRALAS INTRODUÇÃO ABRALAS é um Deus dos Caminhos, uma divindade que trabalha como Facilitador de Fluxos e abrevia as burocracias da vida cotidiana, uma Chave Mestra por excelência. Também chamado de Abridor de Caminhos, um “Natura Solvente Universalis” , seu trabalho consiste em mobilizar situações complicadas ou inertes, ordenando-as e as fazendo fluir com maior naturalidade, alcançando o progresso inteligente da melhor forma possível. ABRALAS é um agente sintrópico do universo. ETIMOLOGIA ABRALAS deriva de “Abre Alas”, uma expressão que define o carro principal que vai à frente de um bloco de Carnaval. Uma identidade lúdica e divertida para contemplar a necessidade de se lidar com a burocracia cinza e tediosa. HISTÓRIA ABRALAS foi sintetizado a princípio como um Servidor Coletivo dentro de um grupo de Magia do Caos para ser uma consciência a auxiliar no trânsito, em filas de bancos e outras urgências em geral, fazendo com que os caminhos se...
Raquel, Dizem que pode-se passar uma vida inteirinha sem sequer saber o que se passou. Que alguns poucos se dão conta do ocaso às suas vésperas e partem ocos, angustiados, rumo a um novo parto, talvez. Outros se deixam levar desenganados pelo efêmero, ou num disfarce da insatisfação que nunca chega a maquiar-se bem, mas têm-os irresolutos em sua brevidade infeliz. Há alguns que acabam por entregarem-se ao simples, mas sua sinceridade os sacia de tal forma que é possível enxergar o sublime no brilho de seus olhos. Deus é bonito de se ver. Mas restam ainda alguns poucos que reconhecem-se impermanentes e por isso não se indispõem à vida, mas também não se satisfazem com o óbvio. Destes homens tem-se falado por toda a história da humanidade, precursores das grandes obras e tragédias: a eles não restam opções senão a conclusão de seu propósito mais íntimo. Menos é nada e o nada é um fardo pesado. Eu que muito contemplei o Vazio nunca pude me dar ao comum. Assim desaprendi a resmungar desde ...
Conheci alguém que, como eu, enxerga nas frestas das armaduras. O lugar de fala era dele, então eu ouvi sobre as minhas sombras. Assenti, e isso pareceu incomodar. Quem vê o que não é óbvio costuma se orgulhar de sua perspicácia. Eu não, só vejo o que precisa ser visto, e quando vejo demais do que não me serve, desvejo. Não me adianta colecionar as falhas & sombras dos outros, me torna mais amargo… Pois bem, espantou-se de eu me conhecer mais do que julgou saber de mim. Assim, me revelei. Falei das sombras e da trajetória. Assustou-se um pouco mais. Era mais do que ele tinha percorrido. Era mais do que ele sabia ser possível. Me olhou diferente. Olhou para quem me trouxe ali e pediu indicação: quem era? de onde veio? De repente eu já não era um estorvo, mas uma espécime interessante. Isso também me interessou. De repente eu já não estava perdendo o meu tempo, mas lidando com alguém que conseguia me ver. Deixamos nossas pretenções e preconceitos ...
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