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Espiritualidade Autêntica

Eu não quero uma espiritualidade emergencial Eu não quero uma espiritualidade que só se evidencie em conflitos Eu não quero precisar passar por necessidades para entender a atuação do sagrado na minha vida. Eu quero uma espiritualidade que se evidencie no dia a dia, em cada pequeno ato, na transformação da minha visão de mundo Eu quero uma espiritualidade que me traga encanto no olhar, que consagre o meu coração com doçura, que me torne mais afável & confortável comigo. Eu não quero uma espiritualidade para agradar aos demais, ou para cumprir uma suposta missão transcendente e inexplicável Quero que ela seja, sim, coletiva, e de senso comunitário, mas por me sentir tão amoroso & transbordante que ela não caiba em mim. Deleitar-me em compartilhar o que eu tenho de sobra com o mundo.  Eu não quero uma espiritualidade que compete por poder. Não quero viver o jogo de disputas de quem sabe mais ou faz melhor. Não quero comparações de renda, de visualização, de graus ou títulos. ...

Generosidade & Complacência

​ “A misericórdia só é possível onde há justiça. Se ela é injusta ela é condescendente. Há um ponto em que a generosidade se torna complacência. Há um ponto em que o altruísmo exacerbado se torna descaso com a condição do outro. A insensibilidade para medir as necessidades da situação pode converter uma dádiva em estorvo. E aquele que só tem a oferecer, mas não se implica no processo, não é um patrocinador mas uma fonte estéril. E para se valer dessa água é preciso habilidade para torná-la fértil e administrá-la em seus plantios. Assim também é com a misericórdia. Aquele que a receber deve saber convertê-la em bençãos e reconhecer a sua sorte. E aquele que a irradia deve ser consciente do processo e das circunstâncias para não ocorrer no erro da passividade e do alheamento, pois quem não se implica é implicado.  Toda relação é proporcional, sempre. Às vezes os elementos é que não são claros.” 305 - Asturel 

Imaginação Criativa

​ “‘A gente’ cresce e aprende truques novos e deixa os antigos de lado. Mas a imaginação é a ferramenta mais potente e importante da espiritualidade humana.  Levou muitos séculos para que vocês aprendessem a importância da infância como fase de desenvolvimento de faculdades extraordinárias intrinsecamente humanas. Esse conceito de permitir ao indivíduo explorar o mundo e suas próprias habilidades antes de ser treinado para ser uma força de trabalho útil ao social é bem recente. E a partir dessa nova concepção, que concede maior liberdade ontológica, é que haverá uma maior contemplação do ser sobre si, sobre o mundo, sobre a vida. Esses pequenos conflitos existenciais que acontecem na infância são o que movimentarão novas engrenagens e que inspirarão novas posturas perante a vida. Esse desconforto com a condição humana, mesmo que num primeiro momento não seja um raciocínio filosófico intelectualizado, produz uma reflexão profunda que incita a criatividade do indivíduo. E a sua prime...

Paz Terrível

​ “Pessoas de paz frágil não se detém. Possuem muito pouco de si. Perdem-se nas pequenezas dos incômodos que lhes assomam, e se insultam pela própria sombra. Quem vive em guerra consigo atormenta-se por tudo. A vida é um estorvo que torna a aporrinhar. Qualquer um é indelicado ou invasivo, pois todo toque na carne viva é doloroso & os limites que não foram estabelecidos nem cuidados se transpõem em qualquer gesto. Por não saber ser ponte, se sente atravessado por tudo. Paz não é luxo. É o estado de coesão interna. É a conciliação das forças que arrastam as multidões para um lado e outro. A paz é a conquista da autonomia sobre si. Não é calma e relaxamento, é estabilidade & equilíbrio. É uma solidez intencional. A imperturbabilidade advém do discernimento aplicado. Não é uma ataraxia passiva, mas uma contínua escolha consciente de não se engajar nas conflitos mesquinhos, sejam eles quais forem.  Guerras iminentes, paz terrível”

Tempo pessoal: tudo no meu ritmo

Sempre achei que o meu ritmo fosse mais lento do que o das outras pessoas. Leio devagar, produzo as coisas em etapas, na escola eu sofri muito com prazos que limitavam meu perfeccionismo e incitavam minha ansiedade.  Por um lado, era ótimo ter uma deadline e saber que eu não poderia postergar os meus projetos até que eles fizessem jus às minhas idealizações. Por outro eu me angustiava de não poder dar forma à minha imaginação como ela pedia. Em algum momento eu desenvolvi o discernimento: o que deveria ser feito de forma ordinária, e o que merecia minha dedicação inteira.  Eu continuei me achando lento. Tive um amigo que esteve numa mesma ordem esotérica que eu. No período de 1 ano ele entregou um volume de    monografias impressionante! Chegou a galgar três graus completos e me relatava suas experiências ao passo que me perguntava sobre o meu avanço. No mesmo período eu só completei 1 grau. Mas ao final dessa etapa eu recebi um comunicado do nosso superior elogiando...

Clareza de propósito

“Clareza de Propósito:   o que eu vim fazer aqui? Qual é o meu objetivo neste lugar, situação, relação, contato? Definir, sempre, a tônica da sua presença.  Uma presença indefinida colhe experiências questionáveis. Nem sempre irrelevantes, nem sempre negativas, mas muitas vezes incoerentes com a sua pulsão essencial. Saber a que veio, e como se portar. Essa é a sabedoria mais simples e acessível. E, no entanto, difícil de se tornar um hábito. Torne.”  58 - IEIALEL

Assinatura Energética

​ A relação entre um elemento e outro gera um espírito.  Esse terceiro elemento é, em geral, um produto espontâneo que se comporta conforme a dinâmica da relação se dá. Magicamente, entretanto, ele é passível de modulação.  É possível, portanto, ajustar esse produto fazendo-o mais adequado às necessidades daquela relação.  Em certa medida isso é, sim, manipulação do livre arbítrio. Em outra medida, isso também é artificialidade.  Ou seja, perde-se o ganho do ajuste natural que se dá na participação consciente e voluntária dos elementos daquela equação.  Mas é importante o entendimento de que o cultivo da relação deve se dar integralmente.  Não apenas na interação dos elementos entre si, ou consigo mesmos, mas o cultivo do próprio produto da relação, de sua repercussão no mundo, da extensão desse produto e sua influência sobre outros elementos que não estão ligados diretamente à equação essencial. E essa relação não deve ser reduzida à noção romântica e amor...