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Na Reta Final da Zona da Terra

​ “Alguns de nós filosofam, outros executam. Como foram os seus resultados? Feliz com a repercussão do processo? Esse trabalho te trouxe contato com inteligências que, de outra forma, nunca seriam acessíveis. E te fez entender novas maneiras de abordar o sagrado e de produzir manifestações. Nessa reta final, entretanto, não é mais tempo de experimentar, mas de integrar as experiências. Explico: uma pessoa que se aproximasse de nós num intuito de experimentação pontual ou contato específico com um de nós poderia desenvolver o trabalho como lhe bem aprouvesse, mas como você se propôs a uma lógica iniciática e está cumprindo um processo de um ano solar, você precisa contemplar as QUALIDADES DO PLANO, Zona da Terra, para integra-las em si e cumprir essa etapa. Se você não fizer isso, esse terá sido só um ano de experimentação e contatos, e não uma base sólida para avançar no sistema. Outra coisa que merece ser dita: você percebeu que enquanto muitos de nós estão disponíveis logo na primeir...
​ Na feitiçaria prática a gente distingue um praticante iniciante de um avançado pelas pressuposições: um adepto consagrado nunca subestima seu adversário, independente do contexto.  Prejulgamento é falha estratégica. Não é porque o oráculo ou as entidades me dão uma perspectiva que eu a adoto como certeira.  Tudo é narrativa, e o adepto reconhece os seus viéses. Diminuir o outro é miopia, e vence uma disputa quem enxerga melhor.

Um brinde aos que me desconhecem

​ Tem uma sensação, que me é sempre muito prazerosa, que é quando as pessoas “descobrem” quem eu sou. Explico: às vezes eu sou só um personagem que elas conheceram casualmente, em algum passado distante, ou por qualquer coincidência do destino, que ainda não possui nenhum tipo de classificação ou julgamento particularmente relevante.  E, de repente, a pessoa me escuta falar sobre espiritualidade com o meu encanto usual; ou percebe a forma como outras pessoas se referem a mim e aos meus projetos; ou tem contato direto com parte do que eu produzo; ou consegue enxergar através da minha aura de discrição e me “vê” realmente.  Eu não sei descrever a sensação de ser reconhecido, mas é como um encaixe. A conversa muda de tom, se torna mais dinâmica e autêntica, é sensível e é recíproca. Mas não é só isso… Dá para saber quando se está conversando com alguém que nos viu de fato, e quando a conversa é com alguém que está alheio de si - e do outro.  Quando nós somos “vistos”, nós ta...

Viagem Esférica em planos Transplutonianos

“Viajar para além dos limites do sistema solar e operar magicamente com as inteligências dessas esferas longínquas é como ir para um país em que não se tem domínio da linguagem e pouco se compreende sobre o modo de vida da população: o código cultural é outro. O ponto é: não se acessará seres exóticos, mas sim partes exóticas do seu ser. O trabalho de exploração esférica já é muito estranho e muito distante do que a maioria das pessoas vai experimentar em vida. Esse contato cotidiano que para você é tão comum & ordinário, para outros é algo distante & completamente inimaginável. E, se lidando conosco você já tem inúmeros novos insights, atualizações conscienciais, mudanças de perspectiva, imagine lidar com inteligências que transcendem os limites do inconsciente coletivo humano? Ou seja, que seu próprio simbolismo está recalcado ou simplesmente inexiste na compreensão de sua espécie? O próprio ato de contato pode ser *cognitivamente traumático*. É claro que vocês possuem filtro...

Conhecimento, Didática & Carisma

​Conhecimento é legal. Mas sem didática só serve para si. Didática é bom. Mas sem carisma, torna a explanação automática e enfadonha. Didática e carisma sem conhecimento é encenação: funciona muito bem como showman, mas não tem nenhuma profundidade. Conhecimento, didática e carisma são os três fundamentos para a comunicação adequada.

Espiritualidade Autêntica

Eu não quero uma espiritualidade emergencial Eu não quero uma espiritualidade que só se evidencie em conflitos Eu não quero precisar passar por necessidades para entender a atuação do sagrado na minha vida. Eu quero uma espiritualidade que se evidencie no dia a dia, em cada pequeno ato, na transformação da minha visão de mundo Eu quero uma espiritualidade que me traga encanto no olhar, que consagre o meu coração com doçura, que me torne mais afável & confortável comigo. Eu não quero uma espiritualidade para agradar aos demais, ou para cumprir uma suposta missão transcendente e inexplicável Quero que ela seja, sim, coletiva, e de senso comunitário, mas por me sentir tão amoroso & transbordante que ela não caiba em mim. Deleitar-me em compartilhar o que eu tenho de sobra com o mundo.  Eu não quero uma espiritualidade que compete por poder. Não quero viver o jogo de disputas de quem sabe mais ou faz melhor. Não quero comparações de renda, de visualização, de graus ou títulos. ...

Generosidade & Complacência

​ “A misericórdia só é possível onde há justiça. Se ela é injusta ela é condescendente. Há um ponto em que a generosidade se torna complacência. Há um ponto em que o altruísmo exacerbado se torna descaso com a condição do outro. A insensibilidade para medir as necessidades da situação pode converter uma dádiva em estorvo. E aquele que só tem a oferecer, mas não se implica no processo, não é um patrocinador mas uma fonte estéril. E para se valer dessa água é preciso habilidade para torná-la fértil e administrá-la em seus plantios. Assim também é com a misericórdia. Aquele que a receber deve saber convertê-la em bençãos e reconhecer a sua sorte. E aquele que a irradia deve ser consciente do processo e das circunstâncias para não ocorrer no erro da passividade e do alheamento, pois quem não se implica é implicado.  Toda relação é proporcional, sempre. Às vezes os elementos é que não são claros.” 305 - Asturel