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O Acordo dos Inteiros

É impossível viver uma relação compulsória comigo - não há nada que eu abomine mais d o que estar em presenças constritas ou involuntárias. Ninguém me deve nada, assim como eu não devo nada a ninguém. Ninguém deve se sentir obrigado a nada para comigo, assim como eu não me sinto e não me permito ser constrangido por nada e nem ninguém. Todas as minhas relações prezam pela liberdade das partes de quererem, efetivamente, estarem onde estão e agirem por si. Eu preciso me relacionar com sujeitos inteiros, e não com casualidades & automatismos. Meus compromissos não são casuais, eu não me sento num bar para jogar conversa fora porque encontrei um antigo conhecido por acaso na rua. E também não incluo um estranho na minha conversa para fazê-lo se sentir mais à vontade num ambiente em que ele se encontra avulso. Eu não sacrifico o meu conforto pelos demais. Minha intimidade é cara, e tem mais valor pra mim do que para qualquer outra pessoa. É por isso que eu só me relaciono com quem faz q...

Permeabilidade Simbólica

Nós somos permeáveis a tudo aquilo que nos faz sentido. Não precisamos entender. Não precisa ser consciente. Se há alguma significância, então há relação. A ressignificação simbólica é o processo de elaboração consciente do sentido. É através dessa reforma interna que é possível exaltar ou dissolver os sentidos.  É assim que se estabelece maior ou menor permeabilidade às experiências cotidianas. 

Da importância da anotação sistemática como recurso para o despertar

​ Há alguns anos atrás eu me deparei com uma frase do estimadíssimo autor Jorge Adoum em que ele dizia que “a primeira virtude ser desenvolvida pelo buscador é o Discernimento.” Eu taquei nessa sentença e a contemplei profundamente. Era uma verdade. E era uma verdade óbvia e que se distinguia do “saber, ousar, querer e calar”, ou da vontade como instrumento de potência do sujeito. Ela não propunha poder, mas sabedoria.menos do que isso até, ela propunha apenas capacidade reflexiva… Só que “discernimento”, o vocábulo, infere algum mínimo critério de manejo da relevância, ou seja: quem discerne, quem diferencia, julga. E quem julga o faz por critérios, por valores, por parâmetros. E quando Jorge Adoum propõe esse discernimento, essa capacidade de julgamento, ele está propondo a forja da Verdade, da sintonização do sujeito com a Anima Mundi, como o sagrado, com os critérios metafísicos que conduzem absolutamente todos os Mestres. E que os adeptos buscam integrar em si.e que os iniciados c...

A relação entre a necessidade e a responsabilidade

A maior causa de infelicidade é a incoerência entre a responsabilidade e a necessidade.   Existem indivíduos com um nível de auto-cobrança altíssimo. E existem indivíduos com um nível ínfimo. Existem indivíduos que possuem necessidades - materiais, intelectuais, emocionais, energéticas, etc - genéricas e comuns. Mas existem indivíduos com necessidades extraordinárias, e que muitas vezes parecem exageradas e inexplicáveis. Alguém que possua algum tipo de necessidade extraordinária, desse tipo que se destaca do usual, precisa identificá-la e estabelecer seus próprios parâmetros de saciedade, já que os parâmetros da maioria não lhe atendem.  Mais do que identificar, é preciso aprender a se regular. É preciso entender que a média não lhe basta. Que se ele fizer o mesmo que todos os demais ele será insuficiente.  Com isso vem a frustração. O sentimento de inadequação. A desnutrição.  A insatisfação existencial.  A realidade do outro não é a mesma que a minha. As nece...

Transição

​de one man army  para one punch man 

Mediocridade

​De nada adianta  quem quer que seja  “fazer o seu melhor” se esse melhor  está aquém  dos meus parâmetros.  Não faço nenhuma concessão,  não relativizo, não subverto parâmetros O que é certo é certo,  e o que é o adequado é o mínimo. Sem atalhos, sem favores, sem regalia Só o trabalho reto, para quem aguenta.
​“Da sua Força precede o propósito. E assim ela se aplica, E assim ela se expande.”