Autômatos seres de carne e osso
"A natureza interna do sujeito não tem que inquietar a mais ninguém, senão a ele mesmo. E é esse o estopim da transformação." Há, entretanto, casos em que o desleixo do sujeito consigo mesmo é tão pungente que ele transborda, e o que deveria ser um mal estar pessoal contamina seus interlocutores e se torna coletivo. O auto abandono se alastra, de forma que a pessoa se torna uma casaca assombrada: “há alguma vida aí dentro?” - ninguém sabe. Pode muito bem ser um autômato; ou alguém desencantado consigo; ou, também, um refém das próprias conveniências: praticar a integridade sempre será mais trabalhoso do que desfrutar da inércia.