Um brinde aos que me desconhecem
Tem uma sensação, que me é sempre muito prazerosa, que é quando as pessoas “descobrem” quem eu sou. Explico: às vezes eu sou só um personagem que elas conheceram casualmente, em algum passado distante, ou por qualquer coincidência do destino, que ainda não possui nenhum tipo de classificação ou julgamento particularmente relevante. E, de repente, a pessoa me escuta falar sobre espiritualidade com o meu encanto usual; ou percebe a forma como outras pessoas se referem a mim e aos meus projetos; ou tem contato direto com parte do que eu produzo; ou consegue enxergar através da minha aura de discrição e me “vê” realmente. Eu não sei descrever a sensação de ser reconhecido, mas é como um encaixe. A conversa muda de tom, se torna mais dinâmica e autêntica, é sensível e é recíproca. Mas não é só isso… Dá para saber quando se está conversando com alguém que nos viu de fato, e quando a conversa é com alguém que está alheio de si - e do outro. Quando nós somos “vistos”, nós ta...