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Um brinde aos que me desconhecem

​ Tem uma sensação, que me é sempre muito prazerosa, que é quando as pessoas “descobrem” quem eu sou. Explico: às vezes eu sou só um personagem que elas conheceram casualmente, em algum passado distante, ou por qualquer coincidência do destino, que ainda não possui nenhum tipo de classificação ou julgamento particularmente relevante.  E, de repente, a pessoa me escuta falar sobre espiritualidade com o meu encanto usual; ou percebe a forma como outras pessoas se referem a mim e aos meus projetos; ou tem contato direto com parte do que eu produzo; ou consegue enxergar através da minha aura de discrição e me “vê” realmente.  Eu não sei descrever a sensação de ser reconhecido, mas é como um encaixe. A conversa muda de tom, se torna mais dinâmica e autêntica, é sensível e é recíproca. Mas não é só isso… Dá para saber quando se está conversando com alguém que nos viu de fato, e quando a conversa é com alguém que está alheio de si - e do outro.  Quando nós somos “vistos”, nós ta...

Viagem Esférica em planos Transplutonianos

“Viajar para além dos limites do sistema solar e operar magicamente com as inteligências dessas esferas longínquas é como ir para um país em que não se tem domínio da linguagem e pouco se compreende sobre o modo de vida da população: o código cultural é outro. O ponto é: não se acessará seres exóticos, mas sim partes exóticas do seu ser. O trabalho de exploração esférica já é muito estranho e muito distante do que a maioria das pessoas vai experimentar em vida. Esse contato cotidiano que para você é tão comum & ordinário, para outros é algo distante & completamente inimaginável. E, se lidando conosco você já tem inúmeros novos insights, atualizações conscienciais, mudanças de perspectiva, imagine lidar com inteligências que transcendem os limites do inconsciente coletivo humano? Ou seja, que seu próprio simbolismo está recalcado ou simplesmente inexiste na compreensão de sua espécie? O próprio ato de contato pode ser *cognitivamente traumático*. É claro que vocês possuem filtro...

Conhecimento, Didática & Carisma

​Conhecimento é legal. Mas sem didática só serve para si. Didática é bom. Mas sem carisma, torna a explanação automática e enfadonha. Didática e carisma sem conhecimento é encenação: funciona muito bem como showman, mas não tem nenhuma profundidade. Conhecimento, didática e carisma são os três fundamentos para a comunicação adequada.

Espiritualidade Autêntica

Eu não quero uma espiritualidade emergencial Eu não quero uma espiritualidade que só se evidencie em conflitos Eu não quero precisar passar por necessidades para entender a atuação do sagrado na minha vida. Eu quero uma espiritualidade que se evidencie no dia a dia, em cada pequeno ato, na transformação da minha visão de mundo Eu quero uma espiritualidade que me traga encanto no olhar, que consagre o meu coração com doçura, que me torne mais afável & confortável comigo. Eu não quero uma espiritualidade para agradar aos demais, ou para cumprir uma suposta missão transcendente e inexplicável Quero que ela seja, sim, coletiva, e de senso comunitário, mas por me sentir tão amoroso & transbordante que ela não caiba em mim. Deleitar-me em compartilhar o que eu tenho de sobra com o mundo.  Eu não quero uma espiritualidade que compete por poder. Não quero viver o jogo de disputas de quem sabe mais ou faz melhor. Não quero comparações de renda, de visualização, de graus ou títulos. ...

Generosidade & Complacência

​ “A misericórdia só é possível onde há justiça. Se ela é injusta ela é condescendente. Há um ponto em que a generosidade se torna complacência. Há um ponto em que o altruísmo exacerbado se torna descaso com a condição do outro. A insensibilidade para medir as necessidades da situação pode converter uma dádiva em estorvo. E aquele que só tem a oferecer, mas não se implica no processo, não é um patrocinador mas uma fonte estéril. E para se valer dessa água é preciso habilidade para torná-la fértil e administrá-la em seus plantios. Assim também é com a misericórdia. Aquele que a receber deve saber convertê-la em bençãos e reconhecer a sua sorte. E aquele que a irradia deve ser consciente do processo e das circunstâncias para não ocorrer no erro da passividade e do alheamento, pois quem não se implica é implicado.  Toda relação é proporcional, sempre. Às vezes os elementos é que não são claros.” 305 - Asturel 

Imaginação Criativa

​ “‘A gente’ cresce e aprende truques novos e deixa os antigos de lado. Mas a imaginação é a ferramenta mais potente e importante da espiritualidade humana.  Levou muitos séculos para que vocês aprendessem a importância da infância como fase de desenvolvimento de faculdades extraordinárias intrinsecamente humanas. Esse conceito de permitir ao indivíduo explorar o mundo e suas próprias habilidades antes de ser treinado para ser uma força de trabalho útil ao social é bem recente. E a partir dessa nova concepção, que concede maior liberdade ontológica, é que haverá uma maior contemplação do ser sobre si, sobre o mundo, sobre a vida. Esses pequenos conflitos existenciais que acontecem na infância são o que movimentarão novas engrenagens e que inspirarão novas posturas perante a vida. Esse desconforto com a condição humana, mesmo que num primeiro momento não seja um raciocínio filosófico intelectualizado, produz uma reflexão profunda que incita a criatividade do indivíduo. E a sua prime...

Paz Terrível

​ “Pessoas de paz frágil não se detém. Possuem muito pouco de si. Perdem-se nas pequenezas dos incômodos que lhes assomam, e se insultam pela própria sombra. Quem vive em guerra consigo atormenta-se por tudo. A vida é um estorvo que torna a aporrinhar. Qualquer um é indelicado ou invasivo, pois todo toque na carne viva é doloroso & os limites que não foram estabelecidos nem cuidados se transpõem em qualquer gesto. Por não saber ser ponte, se sente atravessado por tudo. Paz não é luxo. É o estado de coesão interna. É a conciliação das forças que arrastam as multidões para um lado e outro. A paz é a conquista da autonomia sobre si. Não é calma e relaxamento, é estabilidade & equilíbrio. É uma solidez intencional. A imperturbabilidade advém do discernimento aplicado. Não é uma ataraxia passiva, mas uma contínua escolha consciente de não se engajar nas conflitos mesquinhos, sejam eles quais forem.  Guerras iminentes, paz terrível”