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A Construção do Corpo Moral

Moral pode ser, como se diz por aí, uma construção social e, portanto, cultural.  Mas nós só experimentamos os pináculos da consciência humana através dessas construções “artificiais”, que são o que permitem a projeção da consciência em reinos mais elevados que se sustentam nessas estruturas imaginárias, sedimentadas no nosso dia a dia.  Em outras palavras, Moral é um delineamento de possíveis qualidades humanas desejáveis - claro, dentro daquele contexto histórico e cultural - que conferem ao indivíduo um direcionamento mais nítido de suas metas pessoais e coletivas. E, a partir desse direcionamento, é possível nutrir um sentimento de pertencimento e colaboração a um tecido social, à coletividade do que somos, como um avatar da espécie que desenvolve a semente para novos rumos futuros.  Tudo isso pode parecer uma grande besteira para quem está despreocupado com o auto aprimoramento e, sobretudo, com a reintegração. Mas quando se pensa em termos cabalísticos, a dua...

cegueira, miopia e clarividência

O ideal é que em fraternidade ocultas um cego não guie outro cego. Ou seja, aquele que orienta no processo deve ter passado pelo caminho previamente para que esteja apto a conduzir outra pessoa. Entretanto, é bastante comum que míopes acabem por orientar pessoas de boa visão. E estes, infelizmente, acabam por não enxergar dois palmos adiante, tal é o condicionamento do discípulo. 

Consagrações, Registros & Mito Pessoal

Sabe o que que define o objeto mágico? A sua história. São as circunstâncias em torno daquele objeto que o consagra. São as coincidências, os detalhes, as singularidades, os registros de afetos e impressões que tornam aquela coisa especial. Um objeto mágico, portanto, tem um mito pessoal. Agora, antes de avançar nesse tema, eu quero chamar a atenção para a importância das histórias, porque elas também nos consagram e nos modificam. É a vivência emocional que sedimenta o aprendizado, e é por isso que o Páginas Abertas é tão importante: aqui nós expomos relatos, não por identificação, mas como uma ilustração do que pode ser. E essa experiência de contação de histórias, principalmente quando advém da boca do próprio sujeito que as protagonizou, movimenta em nós mais do que mero aprendizado intelectual. É por isso que, apesar de estudar muito, eu sempre tive horror à postura erudita e excessivamente academicista, por que eu a acho “seca”, ou melhor: desencantada. Então se o Diário...

o mínimo do que se pode ser

O entendimento de que o infinito é a nossa natureza intrínseca não é um desencantamento com a nossa realidade, mas justamente uma compreensão do quanto estamos aquém do que verdadeiramente somos.  Nossa tratativa não é a de uma espiritualidade de supérfluos & lifestyle, mas da integração do indivíduo Consigo mesmo e, por conseguinte, com o Todo que lhe cerca.  Daí que essa realização não deve ser vista como um luxo super-humano, mas como um mínimo de dignidade existencial. E, se colocamos desse jeito,  quão miserável somos?

Um Trecho Perdido

 uma história distante e mais passagens de outro capítulo   - Você achou que eram apenas histórias distantes? Que haviam ficado no passado? - Eu não sei bem o que eu pensava… para ser sincero eu nunca quis me alongar muito no assunto. Mesmo nas oportunidades em que os pensamentos me assaltavam eu tentava afastá-los para não ter que lidar com a sombra do mistério. - Dizem que se contamina por muito pouco… - E não é? Você mais do que ninguém poderia me elucidar… - Mas, afinal, você quer saber mais? Achei que o assunto te assombrasse…  - Esquece, você tem razão. A minha curiosidade é menos importante do que a minha integridade. - E quão certo você está dessa integridade? Para que ela seja tão distinta ela precisa ter sido posta a prova, não? - Pois esta já não é prova suficiente? Quantos de nós resistem às suas promessas? Quantos de nós não têm perguntas para lhes fazer? Se eu anunciasse a sua presença em voz alta, quanto tempo demoraria para que os fanáticos e dese...

Síntese da Minha Missão com o Raio Azul

Eu sou um sacerdote do Raio Azul. Não do Raio Branco ou Violeta. Eu não tenho condição de oferecer um caminho seguro para a Ascensão de ninguém. E esse não é o meu trabalho. Minha função é oferecer uma base estável e coerente  de práticas e hábitos para que as pessoas tenham maior autonomia energética & espiritual, independente de quaisquer que sejam suas crenças pessoais.  A partir dessa base estabelecida o indivíduo pode avançar em seu trabalho iniciático com certa segurança até encontrar seu caminho ou, preferencialmente, seu Mestre. E este, sim, tem condições de conduzi-lo rumo à Ascensão. Nesse sentido eu me identifico muito mais com a figura de João Batista do que de Jesus, no sentido de oferecer o batismo pela água para que, então, o mestre ofereça a iniciação pelo fogo. 
O Mestre aparece quando o discípulo  desprecisa .